Quando amar vira doença

Quando amar vira doença

No Banner to display

No Banner to display

Impressionada com vários fatos que acontecem corriqueiramente mostrados na tv: como mulheres que deram fortunas a estelionatários porque estavam apaixonadas ou ainda homens que matam mulheres por não aceitarem a separação, resolvi me aprofundar no assunto e escrever um post sobre o  tema: Quando amar vira doença.

Parece estranho associar a palavra amor com vício, doença ou qualquer outro aspecto negativo, mas é exatamente isso que acontece quando amamos demais. Apesar do amor patológico atingir mais mulheres do que os homens, eles também podem desenvolver um amor excessivo.

Quando as mulheres amam demais geralmente é porque seus amados têm algum tipo de problema que dificulta que eles se relacionem de maneira sadia, este homens podem ser egoístas e sem interesse em amar ou mostrar afeto por aquela mulher. Porém, mesmo assim elas se humilham, perseguem e fazem de tudo para manter estes relacionamentos.

Sua vida gira em torno daquele homem, não param de pensar um minuto no parceiro e ainda costumam controlar excessivamente (mesmo sem o consentimento dele).  Aceitam qualquer condição para que o homem permaneça ao seu lado, abrindo mão do amor próprio.

Já no caso dos homens que amam demais, a psicanalista Taty Ades estudou e publicou um livro com este título (Homens que Amam Demais), para a pesquisadora as causas que desencadeiam este comportamento podem ser diversas porém encontrou padrões comuns entre os pesquisados tais como: pais alcoólatras e sofrimento de violência doméstica tanto física quanto verbal durante a infância. Taty explica que o homem que ama demais coloca sua vida em segundo plano, deixa de existir sozinho e passa a existir através do outro, vasculha tudo e tende a desenvolver ciúme excessivo.

O amor patológico causa dependência emocional perpétua e assim como nas drogas pode ser extremamente destrutivo, quando a pessoa está perto do amado(a) há liberação de seratonina e a ausência causa crises de abstinência, por isso que em muitos casos as pessoas acabam se suicidando ou matando o ser amado, porque a separação é algo insuportável e preferem a morte ou a cadeia.

No amor patológico existe o temor exacerbado de abandono, de solidão, medo excessivo do distanciamento e da separação.

A psicoterapeuta e pesquisadora do Ambulatório do Amor em Excesso (AMORE) da USP Eglacy Sofia destaca características comuns desta patologia:

  • Abstinência (assim como na dependência química) a pessoa sente angústia, taquicardia e suor na ausência da pessoa amada.
  • Preocupação excessiva com o parceiro.
  • Quer controlar todos os passos do outro.
  • Total abandono de si mesmo.

 

E aí? Se identificou com o tema? Para tratar um amor obsessivo existem terapias em grupo tanto para mulheres que amam demais (MADA), como para homens que amam demais(HADES), ainda encontrei outro grupo misto para Codependentes Anônimos (CODA), conversar com um especialista ou ainda participar de uma reunião em grupo pode ser o primeiro passo para saber se realmente você precisa de ajuda.

Lembrem-se: Quando amamos demais o outro estamos amando de menos nós mesmos.

Quando amar vira doença

 

 

 

Share This

Sobre o Autor

Blogueira principal, oriunda do mercado financeiro e pós-graduada na área de Gestão de Negócios pela FGV, fundou o site Sereias Urbanas e trouxe o olhar empresarial para um modelo de negócios digital......

Ver tudo de Paty Costa