Vamos conhecer melhor o mundo sadomasoquista?

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O tema sadomasoquismo veio à tona em 2012 com o lançamento do livro  “50 Tons de Cinza” que conta a história do sádico Christian Grey (que enlouqueceu o imaginário feminino) e a frágil e virgem Anastasia Steele, obra que teve sucesso mundial escrita pela autora E. L. James. A adaptação do livro para os cinemas está sendo extremamente aguardada e acontecerá em 2015, os atores Jamie Dornan e Dakota Johson interpretarão os protagonistas.

50 tons de cinza

Cenas do filme 50 Tons de Cinza

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos conhecer melhor o mundo sadomasoquista?

Apesar de ser definido no dicionário como transgressão sexual, o sadomasoquismo pode ser entendido como uma maneira erótica alternativa de sentir prazer, mesmo que os métodos possam lembrar torturas ou comportamento abusivo, é na verdade um jogo erótico em que os envolvidos encontram prazer sexual nestas práticas ainda pouco aceitas pela sociedade. Como todo jogo, existem regras bem claras quanto aos limites e tudo que será feito é acordado previamente, ou seja, sempre é consensual. Neste jogo de poder e submissão existem até palavras pré-combinadas (chamadas de safeword) que são utilizadas caso um dos participantes queira desistir ou diminuir a “pegada” do ato.

A sigla BDSM significa Bondage, disciplina, sadismo e masoquismo. Seguem algumas práticas comuns no mundo BDSM:

  • Bondage ou Shibari: consiste no ato de amarrar e imobilizar o parceiro para dominação . O Shibari utiliza cordas e o Bondage impede que o parceiro se movimente ficando totalmente submisso às vontades do dominador. Esta prática é a que tem o maior número de adeptos.
  • Bukkake: a mulher fica totalmente amarrada, de joelhos, aguardando a ejaculação do parceiro ou dos parceiros.
  • Spaking: Consiste em bater durante o ato sexual, pode ser com a mão, chicote, vara, palmatória, vale tudo que foi combinado. Na maior parte das vezes o prazer e orgasmos são atingidos através da dor, seja ela provocada ou sentida.  A penetração sexual pode não acontecer, sendo comum a masturbação. Pode também haver o spaking com tortura dos órgãos genitais.

 

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Nas casas em que são praticados o BDSM, é bastante comum existirem masmorras com objetos de tortura, trono para as rainhas ou dominatrix que são adoradas pelos escravos que são pisoteados por saltos altíssimos e finos, lambem os pés e ficam de quatro encoleirados como cachorros. Nesta relação nunca haverá penetração, a rainha não se relaciona sexualmente com o escravo. Funciona como um teatro em que os envolvidos sabem exatamente o papel que lhes compete, inclusive denominam este ato como rote playing. Você pode ver esta cena e sentir piedade do escravo mas ele está fazendo exatamente o papel que lhe dá prazer.

No universo BDSM existem diversos acessórios e roupas que ajudam na prática, desde uma simples venda até chicotes e coleiras. Os sádicos gostam de dominar e usam roupas de couro, chicotes, algemas demonstram poder e sensualidade e exigem total submissão e humilhação. Também existem os switchers que são pessoas que gostam de dominar em algumas ocasiões e serem dominados em outras.

O fotógrafo Forest Mc Mullin fez fotos paradoxais sobre pessoas que vivem em Nova York e Pensilvânia adeptas ao BDSM, nestas fotos elas aparecem em seu cotidiano e durante a prática.

sadomasoquismosadomasoquismo

sadomasoquismo

 

Os adeptos ao BDSM não devem ser vistos como pessoas bizarras e sim como praticantes de novas alternativas eróticas de prazer que transgridem as restrições impostas pela nossa sociedade hipócrita que aceita tantos crimes (como beber e dirigir) e por outro lado  não consegue entender o prazer que as pessoas buscam através de práticas de sexo diferentes das convencionais.

Não sou adepta ao BDSM mas aceito e apoio toda forma de ser feliz e o sexo está diretamente ligado à felicidade, independente da forma que ele ocorra.

 

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Sobre o Autor

Blogueira principal, oriunda do mercado financeiro e pós-graduada na área de Gestão de Negócios pela FGV, fundou o site Sereias Urbanas e trouxe o olhar empresarial para um modelo de negócios digital......

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